segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Scones de Roquefort


Num lanche de tarde já fria, com a companhia de uma querida amiga, estes scones quentinhos acompanhados de manteiga ou de compota (no caso, doce de tomate e doce de marmelo) fizeram as nossas delícias!!

Ingredientes:
100 gr. de Queijo roquefort 
250 gr de Farinha
1 c. ch. de Bicarbonato de Sódio
Sal q.b.
200 ml de Leite
1 c. sopa de Vinagre

Modo de Preparação:
Coloca-se o leite num copo e junta-se o vinagre. Fica a repousar enquanto se faz o próximo passo.
Num recipiente amplo coloca-se a farinha, o bicarbonato e o sal e incorpora-se bem. Esfarela-se o queijo e mistura-se com a farinha, de forma a ficar uniformemente espalhado. Vai-se juntando o leite aos poucos (pode não ser necessário todo) e misturando com as pontas dos dedos até despegar das paredes do recipiente. A ideia é termos uma massa mole mas que não pegue aos dedos. Retira-se depois pequenas bolinhas de massa que se arredondam e achatam e colocam-se no tabuleiro de ir ao forno, previamente forrado com papel vegetal. Pincela-se com o restante leite e vai a forno quente a 200º cerca de 15 minutos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sopa do Cozido


A receita já foi feita há tempo, com o caldo que sobrou do cozido que aqui publiquei, mas só agora cá chega!
Tendo o caldo e as sobras do cozido, esta sopa não tem nada que saber, mas aqui fica a indicação de como fiz.

Ingredientes:
Caldo e sobras do cozido (usei um pouco de enchidos, couve e um pouco de carne)
Massa
Hortelã

Modo de preparação:
Cortei em fatias o enchido, em tiras a couve e desfiei a carne. Coloquei o caldo numa panela, juntei as sobras já arranjadas e massa. Neste caso foram argolinhas, mas pode ser outra.
Deixa-se cozer a massa. Junta-se a hortelã no prato, na hora de servir.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cozido à Portuguesa


É a primeira vez que faço este prato, que adoro. Para além de comer quando a minha mãe fazia, aproveitava para comer sempre que, a caminho de Lisboa, ou de volta ao Algarve, parávamos no Canal Caveira.
Gosto tanto, tanto, tanto, de cozido à portuguesa!!! E este ficou delicioso.

Ingredientes:
Aproximadamente 600 gr. de Carnes - usei uma mistura de porco, que incluía carne de ossos e toucinho, vitela e frango
Enchidos - usei 1 Farinheira, meio Chouriço de Carne e meio Chouriço de Sangue
Couve - usei meia couve lombarda e 1/4 de Couve branca
4 Cenouras
3 Batatas Doces
3 Batatas Brancas
1 Folha de Louro
1/2 Cebola
Salsa q.b.
Sal q.b.

Modo de Preparação:
Na véspera tempera-se a carne de sal e deixa-se a repousar no frigorífico.
No dia coloca-se, na panela de pressão, a carne de vitela, que leva mais tempo a cozer, a cebola, o louro e a salsa, junta-se água com abundância (o dobro da que seria necessária para cobrir a carne) e vai a cozer, na pressão, por cerca de 15 minutos*. Passado este tempo junta-se a restante carne e os chouriços e vai novamente a cozer, na pressão, por 20 minutos*. Quando este tempo passar, junta-se a couve, as cenouras cortadas ao meio no sentido longitudinal, as batatas cortadas ao meio e a farinheira inteira. Vai novamente a cozer na pressão por cerca de 15 minutos.
Retira-se tudo escorrido da panela para uma travessa de servir e reserva-se o caldo da cozedura para, no dia seguinte, fazer uma sopa do cozido, com as sobras do mesmo e uma massinha. Mas isso é outra receita, e há-de cá chegar em breve.
Fica de lamber os dedos!!



* - Este é o tempo que a minha panela de pressão precisa. Há panelas de pressão mais eficazes, e que demoram menos tempo por isso, estes tempos, são meramente indicativos.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Refazer a primeira manta de retalhos

Creio que já aqui tinha referido que a primeira manta de retalhos que fiz, foi para o meu pequenino, ainda enquanto estava grávida! Aliás, nessa altura fiz a manta de retalhos, fiz uma capa de almofada, fiz um conjunto de babetes, uns cubos de tecido e uma capa para uma espreguiçadeira que nos tinham emprestado. Usei os mesmos padrões para todas estas peças. Fiquei muito satisfeita com o resultado, na altura, especialmente porque foram os primeiros trabalhos que fiz e fi-los praticamente sem orientação. E isso nota-se. Algum tempo mais tarde, e com algumas técnicas já mais apuradas, percebo a quantidade de disparates que fiz nestes primeiros trabalhos, especialmente na colcha de retalhos. 


Como se pode ver pela imagem, inventei toda uma maneira de coser a fita de viés, porque não tinha percebido bem como era para fazer. No lado direito cosi bem, encostando a fita aberta à orla do trabalho, mas no lado do forro fiz um total disparate. Abri a fita toda e cosi tudo à máquina em ziguezague. Nem as coisas ficarem bem cosidas, porque a fita, por estar aberta, começou a ceder e a desfiar, nem ficou bonito porque, do lado da frente, ficou ali um ziguezague que não tem utilidade nenhuma e fica feio. Já para não falar dos cantos que eu nem sei bem como fiz aquilo!! Precisava de ter visto uns vídeos sobre como coser fita de viés, antes de me ter metido naquilo, mas a minha maldita falta de paciência, e esta pressa que eu tenho em mim, resultou em disparate!!
Obviamente que, com todos estes erros, o trabalho começou a desmanchar, como podem ver nas fotografias abaixo.


Por isso, enchi-me de coragem e resolvi desmanchá-la. A primeira ideia era desmanchar a fita de viés, e coser outra. Mas depois comecei a olhar para a manta e a cabeça não parava de pensar: "Gosto tanto do topo mas o forro..."; "Que ideia a minha, pôr um forro branco, porque é que não escolhi um tecido mais engraçado, que eu pudesse usar, de vez em quando, para mudar um pouco o quarto..."; "Com outro tecido era só virar a colcha..."; "Há tecidos tão giros..."
Bom, esta minha cabeça só me dá trabalho! Por isso, ando a desmanchar isto tudo. Deve ser coisa para demorar uns meses. A ideia é ficar com o topo como está, porque eu adoro a combinação daqueles tecidos, mas mudar o forro e, possivelmente, o tipo de enchimento, para uma coisa mais maleável.
Vai dar um trabalhão, mas vai ficar perfeitinho! E vai valer a pena!!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Arroz de Peixe



Dizer que este arroz é malandrinho, é dizer pouco. Gosto deste prato mesmo caldoso, um meio caminho entre o tal arroz malandro e a sopa de peixe. Faz-se muito depressa, leva apenas uma posta de peixe, e fica tão, tão bom... comer isto quase parece pecado! mas não é!

Ingredientes:
1 posta grande de Peixe (costumo usar daquelas postas congeladas que se vendem individualmente, normalmente Perca do Nilo)
2 mãos-cheias de Arroz carolino
1/2 Cebola
1 dente de Alho
Azeite q.b.
2 c. sopa de Polpa de Tomate
5 ou 6 tiras finas de Pimento Verde
Coentros frescos q.b.
Sal q.b.
(Limão
Molho Picante)

Modo de Preparação:
Coze-se a posta de peixe em água abundante e sal. Quando estiver cozida, retira-se, reserva-se e reserva-se também a água da cozedura.
Num tacho coloca-se a cebola cortada em finas meias luas, e o azeite e leva-se a refogar. Acrescenta-se o olho picadinho, que se deixa alourar, depois junta-se a polpa de tomate e o pimento, e continua a refogar mais um tempo. 
Acrescenta-se o arroz, incorpora-se no refogado por uns minutos, e junta-se dois copos da água reservada e coze em lume médio. Não consigo precisar qual a quantidade exacta de água utilizada depois mas a ideia é ficar um prato caldoso, como referi. Vai-se verificando a cozedura do arroz e o líquido, acrescentando água se necessário. Enquanto o arroz coze, desfaz-se o peixe em lascas.
Quando o arroz estiver cozido junta-se o peixe, e polvilha-se com os coentros picados.
Depois de servido pode juntar umas gotas de picante e um fio de sumo de limão. Bom proveito!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Uma manta de rosetas para um sonho a caminho de se realizar


Daqui a pouco tempo, vou abrir um negócio. Tenho andado a trabalhar nisso no último ano e vou, em conjunto com um amigo, abrir um negócio que tem tudo a ver comigo. O espaço irá chamar-se A Venda e será, à semelhança das Vendas que existiam há uns anos, especialmente nos lugares mais pequenos e rurais, uma mercearia, e uma casa de petiscos. Se quiserem saber mais sobre a minha Venda podem ir espreitar à nossa  página do facebook e, quando finalmente abrirmos portas, podem ir visitar-nos.

E o que tem aquela imagem das rosetas de crochet a ver com toda esta conversa? Pois é... Aquela será uma manta para A Venda e para os seus fregueses! Está a fazer-se ao ritmo das possibilidades e eu acho que vai ficar lá muito bem!!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Doce de Tomate

Doce de Tomate é, possivelmente, o meu doce preferido. Sabe-me a infância e será uma das minhas memórias mais antigas ver a minha mãe a mexer uma enorme panela de doce de tomate para conseguir preservar o tomate que vinha em abundância de uns tios paternos que o produziam. Lembro-me da imagem, do cheiro e do sabor!
Outro dia, e aproveitando os últimos tomates da época deles, fiz mais uns frasquinhos. Uns para cá, outros para oferecer no Natal.
Fica a receita.

Ingredientes:
850 gr. de Tomate
600 gr de Açúcar
1 Limão
1 Pau de Canela

Modo de Preparação:
No copo da Bimby coloca-se o tomate cortado grosseiramente (só retirei a parte do pedúnculo), o açúcar e o limão descascado, sem a parte branca, e descaroçado. Tritura-se tudo uns segundos na velocidade 5. Junta-se a canela e vai a cozer por 20 minutos na velocidade 1 inversa, temperatura varoma. Passado este tempo, retira-se o copo medidor, coloca-se o cesto por cima, para evitar salpicos (devo dizer que isto não evita os salpicos. De cada vez que faço esta compota fico com a cozinha quase toda salpicada de doce de tomate, mas imagino que sem o cesto por cima do copo, devia ser muito pior!) e vai a cozer por mais 20 minutos, na mesma temperatura e velocidade.
Depois de pronta coloca-se em frascos previamente esterilizados (eu costumo ferver água e colocá-los de molho por uns minutos, na água fervida), tapam-se os frascos e viram-se de cabeça para baixo para que crie vácuo.

Fonte: Livro Base da Bimby, Edições Vorwerk, pag. 98

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Puré de Lentilhas e Batata Doce

Mais uma receita adaptada do livro Velocidade Colher, da Susana Gomes, e que permite variar nos acompanhamentos que é onde, muitas vezes, nos deixamos cair na rotina.
A ideia era fazer o puré de lentilhas que ela sugere mas como as lentilhas que tinha não eram suficientes (só percebi mais tarde), completei com batata doce porque achei que fariam uma boa mistura, os sabores combinados. Não me enganei! Este puré acompanhou um pedaço de carne de borrego assada no forno.

Ingredientes:
800 gr. de Água
250 gr de Lentilhas encarnadas
150 gr. de Batata Doce
1 Cenoura grande
1/2 Cebola
2 dentes de Alho
Gengibre em Pó (a receita aconselhava fresco mas, como não tinha, usei em pó)
Azeite q.b.
1 c. ch de Acafrão das Índias
1 c. ch de Sementes de Mostarda
Sal q.b.
Sumo de meio-limão

Modo de Preparação:
Coloca-se a água no copo, tempera-se com o açafrão, e insere-se o cesto com as lentilhas. Vai a cozer nesta água por 15 minutos (90º/vel3), com o cuidado de irmos mexendo de vez em quando para cozer uniformemente.
Coa-se a água e reservam-se as lentilhas e, à parte, também a água da cozedura.
No copo coloca-se a cenoura em rodelas, a batata descascada e em pedaços, a cebola, o alho, o azeite e tritura-se por alguns segundos na velocidade 5.
Depois refoga-se (7 min/temp. varoma/ vel. 1). Junta-se 300 gr. da água reservada, as lentilhas, o sal, o gengibre e as sementes de mostarda e cozinha mais um pouco (10 min./100º/velocidade colher). Se for necessário, junta-se mais água para acertar na consistência pretendida. Se achar que está muito pedaçudo, pode triturar uns segundos numa velocidade mais elevada.
Por fim junta-se o sumo de limão, envolve-se bem, e serve-se!

Adaptado de: Gomes, Susana, Velocidade Colher.Entre Tachos e Bimby, Ed. Vorwerk, p. 98-99

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Colcha de retalhos - a quarta! - e um pequenino tutorial


Esta manta ou colcha de retalhos tem levado imenso tempo a fazer. Não que seja excepcionalmente difícil, mas porque me apanhou numa fase da vida em que o tempo tem sido reduzido e, para empreender um trabalho destes, é preciso alguma disponibilidade.
Agora a manta já está pronta e, como sei que há sempre quem queira aventurar-se nestes projectos mas não sabe bem como fazê-lo, resolvi montar umas fotos do processo e fazer uma espécie de tutorial (ainda que muito leve) sobre as várias fases.
Talvez seja bom explicar antes de tudo que uma destas mantas de retalhos acolchoada costuma ter 3 partes, o topo, o enchimento e o forro.
Para facilitar, numerei as fotos por isso, vamos lá explicar como fiz isto.

Em primeiro lugar escolhi os tecidos e, como queria fazer uma composição com triângulos, cortei, usando uma base de corte e um cortador circular, os tecidos em triângulos (fig.1). A quantidade de peças de tecido e o tamanho das mesmas depende, obviamente, do tamanho que querem dar à manta. Convém fazer um esquema num caderno, antes. Nesta fase é bom não esquecer que têm que cortar pedaços de tecidos maiores, porque as margens de costura vão deixar os triângulos mais pequenos.

Depois, numa superfície grande (uma mesa, por exemplo), comecei a parte da composição, ou seja, a juntar os tecidos da forma que mais me agradou, para ficar com as dimensões que eu tinha escolhido (fig. 2, 3 e 4).
Quando tinha o esquema todo montado, fotografei, para poder esclarecer alguma dúvida que surja no momento em que estou a coser. Isto é muito importante porque, muito possivelmente, não se conseguem coser as peças todas no mesmo dia e, a menos que possam dispensar uma mesa de trabalho para ter lá o esquema inteiro todo montado durante todo o tempo que isto possa demorar, é melhor fotografar e assim, mesmo que tenham que recolher as peças, já saberão montar o esquema pretendido novamente.
Depois disto, comecei a juntar os retalhos, ou seja, a cosê-los uns aos outros. Costumo fazer as costuras nas linhas horizontais. Cosi primeiro os triângulos aos pares, formado quadrados, e depois cosi os quadrados uns aos outros. É importante passar sempre a ferro as costuras, por forma a ajudar a fechar e a abrir os pontos.
Quanto tinha uma linha horizontal toda costurada passava à linha seguinte e sempre assim até ter todas as linhas horizontais costuradas.
Depois de estarem todas costuradas na horizontal, comecei a coser, também uma a uma, na vertical, até a peça estar toda unida e, assim, concluído o topo (fig. 5).

Uma vez concluído o topo, a parte seguinte é unir as três partes de que é composta a colcha. Na mesma superfície grande coloca-se, por baixo, o tecido que vai servir de forro, com o lado direito virado para baixo, por cima deste, o enchimento e, por cima de tudo, o nosso topo de retalhos (fig.6). Para o enchimento existem materiais apropriados de diversas composições. Eu usei uma manta polar que tinha comprado para este efeito porque é uma material maleável e quentinho e mais fácil de arranjar. Cortam-se os excessos, mas não demasiado à medida do topo e prendem-se as 3 camadas de tecido com muitos alfinetes de ama (fig. 7 e 8). Eu usei 1 alfinete em cada quadrado, para que os tecidos ficassem bem presos uns aos outros porque a fase seguinte é a fase de acolchoar.
Há também várias formas de acolchoar, à máquina ou à mão, e há máquinas especiais que fazem, inclusivamente, desenhos enquanto acolchoam. Eu faço de uma forma muito simples. Utilizo um pé calcador especial - walking foot (fig. 9) -  e coso linhas direitas com a máquina de costura de forma a prender bem os três tecidos e dar o aspecto de acolchoado. Neste caso cosi linhas direitas apenas na vertical, ao longo dos quadrados, de um lado e de outro das margens (nas imagens 11 e 12 percebe-se melhor), mas já fiz na vertical e na horizontal.


Depois de estar tudo acolchoado e, consequentemente, os tecidos muito bem cosidos uns aos outros, aparam-se os tecidos para que fiquem, as três camadas, com o mesmo tamanho. Nesta fase, falta apenas debruar para terminar a colcha. Escolhe-se uma fita de viés que destaque o trabalho, e cose-se conforme a imagem 10, encostando a fita aberta ao limite dos tecidos, e cosendo na primeira dobra, a toda a volta da manta (fig. 11).
Depois disto, é arrumar a máquina, escolher uma linha da mesma cor da fita de viés, ir buscar uma agulha e o dedal (fig. 12) e debruar á mão, toda a fita (fig. 13).


Não sei se esta é a forma mais correcta de realizar este tipo de trabalho, mas é como eu faço, e eu aprendi sozinha, por tentativa e erro, e vendo alguns vídeos que se encontram pela internet.

Se alguém chegou a este parágrafo e teve a pachorra para ler tudo o que escrevi até aqui, imagino que esteja mesmo interessado neste tema, aconselho a pesquisar vídeos no youtube sobre quilting e também um blogue que, para mim, é uma referência, e que tem muito sobre este tema: o Saídos da Concha - Aqui.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Uma árvore para o Diogo


Ontem fomos ao campo plantar uma oliveira, que será a árvore do Diogo. Gosto muito de oliveiras. Acho-as lindas!
Temos a sorte imensa de existir este pedaço de terra da família onde pudemos fazer isto! 

É uma oliveira pequenina e hão-de crescer juntos!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Salame de Chocolate


Ainda sob o tema "Festa do Diogo", e para o concluir, segue a receita do salame de chocolate que fiz para a festinha. Em minha opinião, estava muito bom! Não demasiado doce e com um sabor intenso, já que a tablete que usei tinha 85% de cacau.
Se preferirem quando o salame é mais doce, usem uma tablete com menor percentagem de cacau.
Usei várias receitas misturadas por isso não há uma fonte. Há esta receita que, a partir de agora, é a minha.

Ingredientes:
1 tablete de Chocolate 85% Cacau
200 gr. de Manteiga sem sal
1 pacote de Bolacha Maria
130 gr. de Açúcar
4 Gemas de Ovos

Modo de Preparação:
Numa taça grande e larga, e com a ajuda de um pilão, esmaguei grosseiramente um pacote de bolachas maria, e reservei.
No copo da bimby coloquei os restantes ingredientes e programei 5min./vel.1/70º. Passado este tempo juntei as bolachas reservadas e coloquei a mexer por cerca de 1 minuto, na velocidade colher inversa. Passado este tempo, tinha uma pasta homogénea.
Na bancada cortei um pedaço de película aderente e estiquei bem. Deitei o preparado ao centro e, com as mãos, moldei um cilindro. Enrolei tudo na película aderente, formando um rolo, e depois pressionei ligeiramente, para que a parte de baixo ficasse achatada. Coloquei no frigorífico para solidificar e, antes de servir, cortei em fatias.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Bolo Formigueiro para Bolo de Aniversário do Diogo

Não sou fã de bolos muito compostos. Não gosto de bolos decorados com pasta de açúcar e, sinceramente, não os acho nada adequados a crianças, devido ao exagero de açúcar que contêm!
Consigo ver o trabalho que dão, e dou os devidos créditos aos artistas que fazem alguns deles. Há, de facto, coisas extraordinárias! Mas cá em casa, não me via a ter um desses bolos. Pelo menos, enquanto ainda sou eu e o pai a decidir sozinhos, sem nenhum pressão por parte da criança!
Por isto, quando decidi ser eu a fazer o bolo para a festa de aniversário do Diogo, decidi que queria um bolo mais simples e que se visse que era caseiro. Que não tivesse grandes quantidades de creme, mas que conseguisse ser bonito, pela sua simplicidade, e valesse pelo sabor, em vez de valer pela imagem!
Creio que consegui!
Mas a verdade é que era difícil falhar, uma vez que fui procurar a receita num local maravilhoso, como é o Flagrante Delícia, da Leonor de Sousa Bastos.
Aumentei em metade a receita, porque era para cerca de 20 pessoas e tive medo que não chegasse. Foi suficiente e toda a gente adorou. Fiz da forma que se segue.

Ingredientes:
Para o Bolo
375 gr. de Açúcar
300 gr. de Manteiga sem sal
360 ml. de Natas
115 gr. de Coco Ralado
6 Ovos
375 gr. de Farinha
2 c. ch. de Fermento
150 gr. de Chocolate Granulado (daquele que se usa para cobrir os brigadeiros)

Para a Cobertura
112 gr de Açúcar
75 gr. de Natas
75 gr. de creme de Coco (usei este, da marca Consumers Pride, comprada no Jumbo; é uma embalagem de cartão que contém uma saqueta e o creme é pastoso*)

Modo de preparação:
Colocar o forno a aquecer a 180º.
Num recipiente grande coloca-se a manteiga, um pouco derretida,para facilitar, e o açúcar, e bate-se muito bem. Adicionam-se as gemas dos ovos e bate-se novamente. Juntam-se as natas e o coco ralado e bate-se.
Num outro recipiente batem-se as claras em castelo e, quando estiverem prontas, incorporam-se no preparado com cuidado.
Junta-se o chocolate granulado, mistura-se bem na massa e deita-se tudo numa forma redonda sem buraco, previamente untada com manteiga.
Vai ao forno até estar cozido (cerca de 40 minutos). Atenção que como o bolo leva muita manteiga e as natas, pode parecer que não está cozido porque fica com um ar, principalmente no centro, de que o bolo está cru mas é necessário fazer o teste do palito. Se o palito vier seco, o bolo está cozido. Retira-se e deixa-se arrefecer.
Quando estiver frio, ou quase frio, desenforma-se e coloca-se no prato onde vai ser servido.
Na bimby coloca-se o açúcar para a cobertura e pulveriza-se (vel. 9). Junta-se o creme de coco* e as natas e mistura-se tudo até estar um creme homogéneo (30 seg./vel.5). Logo que esteja pronta, cobre-se o bolo com esta cobertura, espalhando-a por tudo o bolo ou apenas pelo topo, conforme a preferência.


* - (Nota posterior:) Houve quem tenha feito com outras marcas mais líquidas de creme de coco. Nesse caso, segundo me disseram, a consistência ficou mais líquida e, consequentemente, mais difícil de aplicar e resultar naquele creme como o da fotografia. Nesse sentido, se o creme de coco que conseguirem encontrar for muito líquido, aconselho a juntarem primeiro o açúcar com as natas e depois irem acrescentando, gradualmente, o creme de coco, para ficarem com a consistência apropriada à função de cobrir o bolo.)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Primeiro aniversário do Diogo




O meu filho é um bebé adorável! Talvez vocês não acreditem, porque ele é meu filho e eu, mamã babada, obviamente que o vejo sempre como um bebé adorável. À parte disso, devo dizer-vos que ele é mesmo! É divertido, bem disposto, enérgico e ternurento, lindo e fofinho e, para mais, manda uns beijinhos deliciosos!
Fez, na passada quinta-feira, 1 aninho! É um marco, obviamente, importante. Não tanto para o mundinho dele, porque ele ainda não sabe o que isso é, mas para nós, os pais, é o comemorar de 1 ano muito, muito preenchido, com este nosso pequenino grande amor!
No próprio dia levámos, ao infantário, um bolinho que mandámos fazer, e fomos cantar-lhe os parabéns. Mas a festa grande, com os amigos chegados e com a família, foi no sábado. 



Casa cheia e uma mesa que, modéstia à parte, estava muito bonita e apropriada à ocasião. Digo modéstia à parte porque fui eu cuidei de quase tudo. Dá-me imenso prazer fazer estas coisas e, para o meu filhote, mais ainda! 


Nunca tinha organizado uma festa para um bebé e nunca tinha feito as etiquetas, mas acho que correu muito bem! Deixo-vos algumas fotografias e os links de algumas receitas que já andam cá pelo blogue. As outras hão-de vir durante a semana (ou as próximas semanas), logo que haja tempo.
O importante é dizer que o Diogo gostou muito do dia e da agitação! Andou de colo em colo, sorriu muito e derreteu muitos corações com o jeitinho fofinho que ele tem de ser! Sim, sou mesmo uma mãe babada!




Na mesa tínhamos:
  • Rissóis de Camarão, Rissóis de Berbigão, Croquetes de Carne, Pasteis de Bacalhau e Almofadinhas de Legumes, tudo delicioso, dos Salgadinhos da Nanda 
  • Asinhas Agridoces
  • Salame de Chocolate
  • Queques de Maçã - Fiz com esta receita
  • Queques de Chocolate - receita ainda por publicar
  • Gelatinas de Ananás
  • Mousse de Maracujá
  • Bolo de Aniversário
  • Tábua de queijos com Brie, Roquefort e Chèvre, acompanhados de Pão Alentejano, Doce de Tomate e de Chutney de Ameixa
  • Para beber havia vinho tinto, Chá gelado caseiro, Sumo de Laranja e, no frio, cerveja e sidra.
  • Depois ainda vieram duas sobremesas, que uns amigos trouxeram e ficou muito, muito, bem composta.
Nota: As palhinhas de papel e as colheres de madeira vieram da Red Elephant

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cannelloni de Peru


Outro dia, num grupo privado de que faço parte no facebook, e no meio de uma conversa sobre outro tema, falou-se em Cannellones de Peru. A conversa era engraçada e os comentários, depois do tópico inicial, também, mas o que não me saia da cabeça eram os tais dos cannelloni. Meti-me na conversa, como quem não quer a coisa, a pedir a receita. Tinha mesmo que fazer uns cannelloni de peru! Era, naquela altura, imperativo!
Quando fui fazer acabei por alterar umas quantas coisas o que acabou por mudar consideravelmente a receita. Não sei como ficaria se tivesse feito como me disseram mas assim, como fiz, ficou meeeesmo bom! Ora experimentem!


Ingredientes:
500 gr. de Bifes de Perú em tiras
Rolos de Cannelloni por rechear (que não necessitem pré-cozedura)
1/2 Cebola
1 dente de Alho
2 c. sopa de Polpa de Tomate
Caril em Pó q.b.
Açafrão das Índias em pó q.b.
Gengibre em Pó q.b.
Azeite q.b.
Sal e Pimenta q.b.
Queijo ralado em fios (usei mozzarela)
1 dose de Molho Béchamel


Modo de Preparação:
Num tacho coloca-se a cebola e o alho picados, e levam-se a refogar em azeite.Junta-se o perú e envolve-se bem. Deixa-se estar assim algum tempo, mexendo com frequência, para cozinhar um pouco. Tempera-se com o caril, o açafrão, o gengibre, o sal e a pimenta, envolve-se bem novamente, para que a carne ganhe os sabores das especiarias adicionadas. Junta-se a polpa de tomate e alguma água e continua a cozinhar.
Entretanto prepara-se o béchamel conforme as instruções.
Quando o molho estiver pronto, junta-se um pouco à carne (cerca de 3 colheres de sopa) e envolve-se tudo muito bem.
Passa-se a varinha mágica, de forma a triturar mais a carne e conseguir uma textura mais fácil para rechear os canellones.
Num tabuleiro de ir ao forno coloca-se algum molho béchamel no fundo e depois vão-se dispondo os canellones recheados com o preparado e alinhados.
Quando terminar coloca-se o restante molho béchamel por cima e, finalmente, o queijo ralado.
Vai ao forno e acompanha muito bem com uma salada verde.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Fatias Douradas


Há coisas que me apetecem sempre! Normalmente são coisas que me apetecem ainda mais em tardes nubladas, frescas, frias, chuvosas, em que apetece ficar em casa enroscada e a desfrutar da família e do nosso espaço. Fatias douradas, ou fatias de ovos são dessas!! Com chá aromático, ou com café com leite... Mmmmmmmm

Ingredientes:
4 Fatias de pão duro
2 Ovos
2 c. sopa de Leite
Açúcar q.b.
Canela q.b.
Sal q.b.
Óleo ou Azeite (para fritar)



Modo de Preparação:
Cortam-se as fatias de pão. 
Num prato fundo e largo batem-se os ovos. Temperam-se com sal e mistura-se o leite. Bate-se tudo muito bem e vai-se mergulhando, uma a uma, as fatias de pão no ovo, embebendo-as muito bem. Coloca-se o óleo (ou azeite) numa frigideira a aquecer e quando estiver quente colocam-se as fatias a fritas até ficarem douradas. Depois de fritas colocam-se sobre papel absorvente e polvilham-se com açúcar e canela em pó.
Comem-se quentes, de preferência, mas frias também são boas!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mais uma gola, e o Natal continua a aproximar-se

Lembram-se de ter dito, aqui há uns tempos, que tinha ido comprar umas lãs para fazer umas golas para o Natal?
Pois bem, há pouco tempo comecei a prepará-las e, para conseguir fazê-lo, tenho aproveitado os serões, altura em que o bebé já está a dormir e estou eu e o Pedro a ver um filme ou uma série no sofá. É que este é um trabalho que não requer muita atenção, não preciso estar sempre a olhar e consigo fazê-lo enquanto vemos um episódio dos Sopranos. (Sim, eu sei que a série já deu há imenso tempo mas nem eu nem o Pedro vimos, na altura e decidimos vê-la agora. Estamos a adorar!)
As golas que tenho andado a preparar serão para oferecer a umas meninas, filhas de amigos nossos e que são muito amigas uma da outra. por isso, resolvi fazê-las iguais. Talvez mude a cor dos botões. Fiz em ponto de arroz e depois coloquei aqueles botõezinhos só para enfeitar (mais uma vez copiando descaradamente a ideia à Inês Nogueira, do Caderno Branco). Não têm nenhuma utilidade, os botões, mas deram um ar mais engraçado às golas cor de rosa, que é a cor das princesas, e isso toda a gente sabe! Espero que elas gostem!!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Pataniscas de Pescada


O conceito de pataniscas parece ser diferente consoante o sítio do país. Muitas vezes vejo fotos e receitas de pataniscas que, para mim, mais parecem pasteis. São receitas mais altas e encorpadas, de massas normalmente pouco líquidas.
As pataniscas que eu sempre conheci, pelo menos as que comia no Alentejo, eram finas e estaladiças. Sempre de bacalhau. Sempre que havia festas na vila com bailarico, havia sempre pataniscas!! E eu adoro!!
Estas são de pescada, porque era o que tinha no congelador a precisar de ser usado, mas foram feitas à moda daquelas que eu conhecia. Foi o marido que as fritou e descobriu a melhor maneira de as deixar assim fininhas! Ficaram tão, tão boas!!
Em termos de receitas é que vai ser difícil de explicar, porque os ingredientes foram todos a olho, para conseguir atingir a consistência desejada mas, vamos ver se me consigo fazer entender...

Ingredientes:
2 Postas de Pescada
3 Ovos
Farinha (2 colheres de sopa, aproximadamente)
Água q.b.
Salsa q.b.
Sal e pimenta q.b.

Modo de Preparação:
Coloca-se água e sal num tacho e leva-se a cozer a pescada. Quando estiver cozida retira-se o peixe e coa-se e reserva-se a água. Deixa-se arrefecer um pouco a pescada e, quando for possível, desfaz-se em lascas.
Num recipiente batem-se os ovos, junta-se a farinha, e mistura-se bem, acrescenta-se alguma água aos poucos, de forma a que fique com uma consistência mais líquida até ficar um preparado homogéneo. Tempera-se com sal e pimenta, e junta-se a salsa picada e a pescada. Envolve-se muito bem e leva-se a fritar.
Numa frigideira com azeite ou óleo quente deita-se 1 a 2 colheres de sopa do preparado no óleo. Assim que cair no óleo elas começam a tomar forma. Com a ajuda de um garfo, experimente em fazer movimentos no preparado, de forma a esticá-lo. Vão ficar mais fininhos e esta massa é elástica, não vai desfazer.
Quando estiverem fritas colocam-se sobre papel absorvente e serve-se acompanhado de arroz e salada.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Chilli de Vegetais

Cá em casa tenta-se ter uma alimentação equilibrada. Faz-se a ementa semanal, para podermos prever e antecipar as refeições (o que evita, muitas vezes, ter de encomendar uma pizza ou ir ao centro comercial para qualquer coisa rápida, porque não há nada descongelado para cozinhar depressa). Fazem-se mais refeições de peixe que de carne, há (quase) sempre sopa feita e há, todas as semanas, pelo menos uma refeição vegetariana. Esta é da Susana Gomes, e está no seu (delicioso) livro Velocidade Colher. Tem lá as duas formas de o preparar, com ou sem Bimby. Eu usei o fogão porque este é o tipo de pratos que gosto de ver os sabores a misturarem-se.


Ingredientes:
Feijão preto
1 lata de Milho cozido
1 Batata Doce
1 Pimento Vermelho
1 lata de Tomate Pelado
1 Cenoura
1/2 Cebola
2 dentes de Alho
1 Malagueta Vermelha
1/2 copo de Vinho Branco
2 quadrados de Chocolate Preto
2 folhas de Louro
Oregãos q.b.
Coentros q.b.
Azeite q.b.
Sal e Pimenta q.b.

Modo de Preparação:
Na Véspera
Deixa-se o feijão de molho.


No dia
Leva-se o feijão a cozer, numa panela de pressão, com água, sal e uma folha de louro, por 20 minutos na pressão. Escorre-se e reserva-se.

Na mesma panela (não vale a pena sujar mais loiça, pois não?!) coloca-se azeite e junta-se a cebola picada, e depois o alho. Vai a refogar. Acrescenta-se o pimento em tiras e a malagueta picada (se não gostar de coisas muito picantes, é melhor retirar algumas sementes da malagueta) e cozinha por uns minutos. Juntam-se os oregãos, o tomate pelado em pedaços, o vinho e tempera-se com sal, pimenta e oregãos.
Quando começar a ferver junta-se a cenoura em cubos e o louro. Leva-se a cozer 20 minutos e, passado este tempo, junta-se a batata-doce. Quando a batata e a cenoura estiverem cozidas junta-se o milho (lavado e escorrido) e o feijão reservado.

Cozinha tudo junto mais uns instantes, para que os sabores se misturem bem. No final, mas ainda antes de desligar o fogão, junta-se o chocolate e mexe-se para envolver bem o sabor no restante prato.
Coloca-se numa recipiente de servir, polvilha-se com coentros e acompanha com arroz branco.

Fonte: Gomes, Susana, Velocidade Colher. Entre Tachos e Bimby, Ed. Vorwerk, pag. 22-23

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Rojões com Pickles

Uma receita que é mais um petisco do que outra coisa, mas que pode saber tão bem. Não tem segredos e está ao alcance de todos.

Ingredientes:
0,5kg de Carne de Porco para Rojões 
2 dentes de Alho
Pickles q.b
2 c. sopa de Banha de Porco
Coentros q.b.
Sal q.b.
1/2 Limão

Modo de Preparação:
Tempera-se a carne com massa de pimentão envolvendo-a bem, os alhos picadinhos e um pouco de sal. Deixa-se neste tempero algum tempo, para tomar gosto.
Numa frigideira, coloca-se a derreter a banha e, quando estiver derretida, junta-se a carne para fritar. Quando estiver frita coloca-se numa recipiente de servir, juntam-se pickles bem picadinhos e os coentros também picados. Adiciona-se o sumo do limão e envolve-se tudo muito bem. Serve-se ainda quente, ou frio, se preferir, com pão fresco.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sopa(s) de Beldroegas


Outro dia fui ao mercado de produtores cá em Faro. Ainda é pequenino, começou há pouco tempo, mas espero que cresça. Embora tivesse poucas bancas encontrei lá umas coisinhas bem apetitosas que trouxe comigo para casa. Umas abóboras hokaido, que adoro usar para assar no forno com cenouras e cebolas roxas, com azeite, sal e vinagre balsâmico, umas maçãs pequeninas e dulcíssimas, e um grande e viçoso molho de beldroegas, com o objectivo de fazer uma sopa de beldroegas à alentejana.
Embora eu seja alentejana, creio que nunca comi uma dessas sopas com tanta fama e andei a pedir receitas para encontrar aquela receita mais honesta, sem invenções demais e que se aproximasse o mais possível da tradicional.
Vi-me com duas receitas na mão e o que fiz foi misturar as duas e arranjar a minha.
Fiz a sopa e, nem vos digo, estava deliciosa!!! Não sobrou nadinha!!

Ingredientes:
1 molho de Beldroegas
3 Ovos
3 Batatas
(pão alentejano para juntar)
1/2 Cebola
1 dente de Alho
1/4 de chouriço de qualidade
Azeite
Sal

Modo de Preparação:
Preparam-se as beldroegas, ou seja, retiram-se as folhas e os pequenos ramos para lavar, e descartam-se os caules mais grossos, ou a parte mais grossa dos caules. Reserva-se.
Num tacho coloca-se azeite e frita-se o chouriço em rodelas finas. Retira-se o chouriço, que se reserva e, usando o azeite que está no tacho, faz-se um refogado juntando a cebola em meias luas e o alho picadinho. Quando o alho estiver lourinho juntam-se as batatas descascadas e cortadas em rodelas. Envolve-se muito bem, tempera-se com sal e junta-se água em quantidade generosa. A ideia é acrecentar ainda as beldroegas, escalfar os ovos e ainda sobrar bastante caldo para o caso de se querer juntar pão, como eu fiz. Por isso, é melhor não pouparem na água!
Depois de ter as batatas já um pouco cozidas acrescentam-se as beldroegas preparadas, deixa-se cozer um pouco (elas cozem rápido) e juntam-se os ovos abertos para escalfar. Tapa-se o tacho até estarem escalfados no ponto desejado.
No prato colocam-se umas lascas de pão (o mais fino que se conseguir), e serve-se a sopa por cima. Depois disto, é comer, acompanhando com o chouriço frito reservado!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Chutney de Ameixas


Tal como prometido, aqui vem o post do chutney de ameixas. Volto a frisar que está muito, muito bom. Só abri um frasco para uso caseiro (os outros são para os presentes de Natal), e dei a provar a uns amigos num jantar cá em casa, a acompanhar um queijo chèvre, e eles adoraram. Eu também. É mesmo o tipo de coisa que me agrada.
Fiz em três vezes, e em todas fiz diferente. A primeira fiz muito semelhante a este chutney de tomate mas nas outras duas arrisquei muito mais nas especiarias, e valeu bem a pena.

Ingredientes:
600 gr de Ameixas maduras
100 gr de cebola
100  gr de Açúcar
100 ml de Vinagre de Vinho Branco
1 c. ch. Sal
Especiarias - usei sementes de mostarda, cominhos pretos (que não tem mesmo nada a ver com os outros cominhos, que eu não gosto nada), grãos de pimenta preta, cravinhos e gengibre em pó.

Modo de preparação:
No copo da bimby coloquei a cebola e piquei (5 seg/vel 5). Juntei as ameixas já cortadas grosseiramente e livres de caroços e piquei mais um pouco.
Juntei o açúcar, o vinagre.
Num almofariz, juntei todas as especiarias e tentei desfazê-las o melhor que consegui. Não é necessário ficarem em pó. É agradável poder encontrar algum pedaço um pouco mais condimentado, quando comemos.
Juntei as especiarias ao copo e pus a fazer (20min/vel 1/temp. varoma). Tirei o copo medidor da tampa e coloquei o cesto do arroz, para não salpicar.
Passado estes 20 minutos, estava com uma consistência boa.
Se achar que está muito líquida, pode programar mais uns minutos e ir vigiando, até ter a consistência desejada.
Coloquei num frasco esterilizado que fechei e deixei algum tempo virado para baixo para criar vácuo.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Natal começa quando eu quiser

Por esta altura, e por ser época de abundância de frutas, começo normalmente a preparar alguns dos presentes de Natal que serão oferecidos este ano. Tenho que destacar um chutney de ameixas ( a receita virá mais tarde, prometo!) que está para lá de delicioso, e que foi feito com umas ameixas maduríssimas que encontrei no mercado de Olhão (onde adoro ir aos sábados de manhã, sempre que posso) mesmo muito baratas.

Mas, para além de compotas, chutneys e afins, é preciso começar outras coisas que também serão oferecidas.
Algumas pessoas irão receber golas de tricot e, para as fazer, fui outro dia comprar lãs. Estava um calor imenso e até me senti um pouco louca por andar a comprar lãs num dia com temperaturas superiores a 30ºC, mas a verdade é que, para estar tudo pronto em Dezembro, tem que ser começado muito antes. Em Setembro arranco com essa parte dos presentes.

Por agora deixo uma foto da primeira gola que fiz, e que serviu de presente de aniversário para a filhota de uma amiga. Fiz tudo em liga, o que tornou o trabalho muito simples de executar, e depois coloquei uns botões simples apenas a enfeitar, seguindo uma ideia da Inês Nogueira do Caderno Branco.

E assim se abre mais um separador aqui no blogue: fazer malha (que é o mesmo que tricotar, mas foi como sempre ouvi dizer)!



Ps: Adoro aquelas agulhas com os corações nas pontas. São criadas para crianças que estão a aprender a tricotar mas são tão lindas, que não fui capaz de lhes resistir!! 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Das Manualidades



Desde pequena que não sou estranha a coisas que chamo Manualidades, para não chamar Lavores, porque não gosto da palavra. Fazer malha, renda e, até, costura, nunca me foram coisas estranhas, embora esta última não tenha tido nunca grandes experiências,  mas a minha avó materna, que viveu comigo, tinha uma máquina (que não gostava muito que eu mexesse)e lá me ensinou a pôr a linha e a costurar a direito!

Nas outras coisas foi bem mais interventiva. Tanto ela como a minha mãe me ensinaram, em pequenina, a bordar, a fazer malha e crochet.
Mas à medida que fui crescendo, fui perdendo o interesse por essas coisas. O interesse, volta e meia, reaparecia e lá começava qualquer coisa, mas rapidamente desaparecia e creio que os únicos trabalhos deste género que concluí, foram os que fiz em criança.

Desde há um tempo para cá comecei a seguir alguns blogues muito interessantes de crafters (não gosto nada de não encontrar nenhuma palavra adequada para isto em português, mas a verdade é que artesãs, não é a mesma coisa), com ideias mais actuais para usar as técnicas que eu já tinha aprendido em pequena, e muitas, mesmo muitas ideias para projectos de costura.

A certa altura, as ideias já eram tantas que tive mesmo que começar. Fiz um pequeno curso de costura, comprei uma máquina, e comecei a fazer coisas.

Como estava grávida, na altura, as primeiras coisas que fiz foram para o meu bebé! Uns babetes com uns tecidos muito giros, uma almofada para a cadeira de amamentar e o mais difícil de tudo, mas que me deu um enorme prazer, foi uma manta de retalhos.
Ainda cá tenho que pôr umas fotos desse projecto...

Desde então já fiz mais duas mantinhas, para oferecer a duas amigas que tiveram os bebés este ano e agora estou a fazer uma outra para uma pequenina linda, filha de uma amiga muito querida.

Com isto, e como a mudança estava já anunciada, oficializo a entrada de outros tópicos de assunto cá no blogue, e abro a etiqueta "Costura", onde espero poder mostrar as coisas que vou fazendo.

Esta é uma manta de triângulos e gosto muito das cores. Ainda está apenas 1/3 do topo concluído, mas fica aqui uma amostra do que tenho feito

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Labneh


Sigo o blogue Little Upsidedown Cake, da Sanda, há algum tempo, já. É maravilhoso, tanto nas receitas publicadas, como nas histórias ou nas fotos!
E desde que vi esta receita que está marcada para fazer. Por algum motivo, ia sempre deixando passar as oportunidades, e ainda não a tinha experimentado... Ai, se eu soubesse como é bom!! No outro dia olhei para os iogurtes no frigorífico e pensei "De hoje não passa".
Ficou óptimo e, ainda por cima, tivemos a sorte inesperada de receber uns amigos cá em casa e o Labneh foi direitinho para a mesa! Eles também e gostaram e pediram a receita. Para a Vânia e o Diogo, e para quem a apanhar, aqui fica a receitinha deste tipo de queijo feito de iogurte.

Ingredientes:
3 iogurtes naturais
Flor de Sal
Azeite de qualidade
Pimenta preta em grão
Casca de limão
1 Ramo de Alecrim fresco

Modo de preparação:
Num pano de algodão, ou num escorredor com um filtro por cima dos buraquinhos (eu usei um daqueles paninhos de absorver o óleo dos fritos), colocam-se os iogurtes temperados com sal e deixam-se a escorrer o soro durante 24 horas (eu coloquei no frigorífico, com um recipiente por baixo, para recolher os líquidos que vão saindo).
Passado este tempo coloca-se num frasco, ou um outro recipiente que possa tapar-se, algumas bolas feitas com colheres e cobre-se de azeite. Alternei com camadas de temperos. Ia colocando o azeite, algumas bolinhas de Labneh, uns grãos de pimenta, e o alecrim, mais azeite, mais labneh, e assim, até o preparado se esgotar.
Eu usei esta mistura de temperos, mas isso está ao cargo do gosto e da imaginação de quem o faz.
Deixei por um dia, para os sabores se misturarem e provei no outro. Como disso, estava divinal!!


Mais sobre labneh aqui

Fonte: Little Upsidedown Cake - Aqui

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma ideia e uma mudança

Gosto de cozinhar! Gosto de experimentar coisas novas, de me aventurar na cozinha! Isto não é novidade para ninguém que aqui vem, caso contrário, para que teria eu criado um blogue de receitas?!
Mas este blogue anda a saber-me a pouco. Isto porque eu não sou só o que faço e experimento na cozinha! Sou também os livros que leio, as peças que faço na máquina de costura, os tricots (que recomecei recentemente e não fazia quase desde criança, quando aprendi), as minhas reciclagens, a minha mini-horta na varanda, a mãe de um bebé de 8, quase 9, meses, a mulher apaixonada de um marido fantástico... Tanto de mim que não tem encontrado lugar aqui no blogue... isto porque, quando decidi criá-lo, foi apenas com o intuito de ter as minhas receitas e experiências sempre disponíveis, onde quer que eu estivesse, para as poder consultar. Mas depois comecei a falar mais de mim, comecei a perceber que havia gente que cá vinha parar, e agora este blogue, que é já um espaço de partilha, não parece ter espaço para as outras coisas de que também sou feita.

Por isso, e como o blogue é meu e posso mudá-lo sempre que quiser, vou abrir a porta a outras entradas e a outros assuntos! Vou continuar a publicar, dentro da minha disponibilidade, as minhas aventuras com a comida, mas conto também partilhar outros projectos. Espero que vocês, que aí andam e aqui aparecem, continuem a vir, e a gostar!

E como a conversa vai longa, e a garganta, assim, fica seca (ainda mais com o calor que está), fica aqui uma daquelas não-receitas, que é mais uma ideia que outra coisa:


Modo de Preparação:
Num jarro colocam-se 3 fatias finíssimas de limão (ou lima), 3 igualmente finas de pepino e um ramo de hortelã. Pode também usar-se gengibre, junto com estes ingredientes, ou em substituição de algum deles. Enche-se o jarro de água e coloca-se no frigorífico. Água aromatizada, com um toque especial, deliciosa(mente refrescante)!